O Impacto do Vício em Tecnologia: Uma Reflexão em “The Electric State”

Kinasta Balder
Kinasta Balder
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“The Electric State”, o mais recente filme dos renomados irmãos Joe e Anthony Russo, apresenta um olhar profundo sobre o vício em tecnologia e as consequências de nossa relação com o mundo digital. Conhecidos mundialmente por sua direção em “Vingadores: Guerra Infinita” e “Vingadores: Ultimato”, os irmãos Russo exploram questões atuais que afetam diretamente a sociedade, como a inteligência artificial, a segregação digital e, acima de tudo, o impacto da tecnologia na vida cotidiana. Em entrevista exclusiva ao Omelete, eles compartilharam suas intenções por trás do filme e o que esperam que os espectadores tirem dessa experiência cinematográfica única.

O filme é ambientado em um futuro distópico, onde a tecnologia, que deveria ser uma aliada do ser humano, se transforma em uma força destrutiva. Millie Bobby Brown e Chris Pratt, que protagonizam a trama, vivem personagens imersos em um mundo saturado pela tecnologia, refletindo as preocupações dos diretores sobre o consumo excessivo de dispositivos e o vício digital. A escolha de um elenco jovem também é uma mensagem direta para as gerações mais novas, mostrando como o vício em tecnologia pode afetar até mesmo os mais jovens, que são os mais expostos e, ao mesmo tempo, os mais vulneráveis a esse comportamento.

Durante a entrevista, Joe Russo explicou que o filme foi desenvolvido para atrair uma audiência ampla, especialmente os mais jovens. Ele mencionou que, ao contrário de outros filmes, “The Electric State” foi moldado para que as crianças se sentissem mais conectadas à história, uma vez que eles são os mais afetados pela crescente presença da tecnologia em suas vidas. A produção, portanto, não é apenas uma ficção científica sobre o futuro, mas uma crítica direta à forma como consumimos a tecnologia atualmente, alertando para os perigos do vício e da alienação social.

Além de tratar do vício em tecnologia, o filme também levanta questões sobre a inteligência artificial, um tema cada vez mais relevante em nossa sociedade. Com a ascensão das máquinas inteligentes, as fronteiras entre o que é humano e o que é digital se tornam cada vez mais tênues. Os Russo sabem que a discussão sobre IA é vital para o entendimento de como as tecnologias de hoje moldam o futuro, e é isso que o filme explora de maneira profunda e impactante. Em “The Electric State”, a inteligência artificial não é apenas uma ferramenta, mas uma força que influencia o comportamento das pessoas, levando-as a questionar até que ponto podemos controlar a tecnologia ou se, de fato, ela acabará controlando nossas vidas.

A obra também aborda o tema da segregação digital, uma realidade crescente na sociedade contemporânea, onde as disparidades no acesso à tecnologia criam divisões cada vez maiores entre as diferentes camadas sociais. No universo de “The Electric State”, essas divisões são intensificadas, com algumas pessoas completamente desconectadas da realidade digital, enquanto outras estão imersas em um mundo virtual. A segregação digital é um reflexo das desigualdades reais que vemos no mundo atual, e o filme busca chamar a atenção para os perigos dessa crescente separação, mostrando como ela pode afetar a dinâmica social de maneiras imprevisíveis.

Com a assinatura dos irmãos Russo, conhecidos por suas produções grandiosas e impactantes, “The Electric State” traz à tona uma reflexão urgente sobre os efeitos da tecnologia em nossa vida cotidiana. As imagens imersivas e a trama envolvente fazem com que o espectador repense seu próprio comportamento em relação ao uso de dispositivos digitais e o impacto disso na sociedade. O vício em tecnologia, que muitas vezes passa despercebido no dia a dia, é retratado de maneira crua e realista, forçando o público a se confrontar com essa realidade que, muitas vezes, é ignorada.

Em “The Electric State”, a tecnologia é apresentada não apenas como um vilão, mas também como uma metáfora para o vazio emocional e a desconexão social que muitos experimentam na era digital. Ao mesmo tempo em que nos permite acessar uma infinidade de informações, ela também nos afasta uns dos outros, criando uma sociedade cada vez mais solitária e individualista. O filme questiona como podemos equilibrar o uso da tecnologia de maneira saudável, sem perder nossa humanidade e conexão genuína com os outros.

Ao final da obra, fica claro que o verdadeiro antagonista não é a tecnologia em si, mas a forma como escolhemos usá-la. O filme nos desafia a refletir sobre o nosso próprio relacionamento com os dispositivos e com o mundo digital, oferecendo uma visão distópica, mas extremamente relevante para os tempos atuais. Em uma era onde o vício em tecnologia se tornou uma epidemia silenciosa, “The Electric State” surge como um alerta importante sobre os riscos desse comportamento e as consequências que ele pode trazer para o futuro da sociedade.

Em última análise, “The Electric State” é mais do que apenas uma crítica ao vício em tecnologia; é um convite para que todos nós, como sociedade, repensemos como usamos as ferramentas que temos à nossa disposição. O filme é uma oportunidade para refletir sobre o futuro da tecnologia, suas implicações para as próximas gerações e a necessidade urgente de encontrarmos um equilíbrio entre o digital e o humano. É uma obra que, sem dúvida, deixará uma marca duradoura no público e fomentará uma discussão importante sobre o papel da tecnologia em nossas vidas.

Autor: Kinasta Balder
Fonte: Assessoria de Comunicação da Saftec Digital

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