Como considera o especialista Alex Nabuco dos Santos, o home office não “acabou” com o escritório, porém mudou o que o mercado está disposto a pagar por ele. O preço dos imóveis corporativos passou a refletir uma pergunta mais exigente: o espaço entrega presença com propósito, conforto e previsibilidade operacional, ou apenas repete um modelo que perdeu aderência? Se você quer entender por que alguns ativos sentiram pressão e outros ganharam força, avance a leitura e acompanhe os mecanismos que conectam rotina de trabalho, vacância e valor.
A mudança central: Menos presença obrigatória, mais presença significativa
Segundo Alex Nabuco dos Santos, o impacto do home office começa na frequência. Quando equipes deixam de ir todos os dias, a necessidade de grandes áreas fixas perde parte do sentido econômico. Empresas passaram a revisar metragem, redesenhar layouts e buscar soluções mais flexíveis, o que afetou diretamente a demanda por lajes tradicionais em certos eixos.
Ao mesmo tempo, o escritório ganhou uma função mais seletiva: encontros, alinhamentos, criatividade, treinamentos e rituais de cultura. Essa transição elevou a régua: imóveis que sustentam bem essa “presença significativa” tendem a preservar melhor o preço, enquanto espaços que não acompanham a nova experiência sentem mais a negociação.
Vacância e renegociação: O caminho mais rápido até o preço
Preço e aluguel caminham junto da ocupação. Com o avanço do home office, muitas empresas renegociaram contratos, devolveram áreas e postergaram expansões. Esse movimento ampliou vacâncias em determinados mercados e pressionou valores pedidos, especialmente em ativos com menor qualidade, localização menos desejada ou infraestrutura defasada.
Outra consequência foi a ampliação de concessões: carência, verba de obra, flexibilização de prazos e condições comerciais mais competitivas para reter locatários. Mesmo quando o valor nominal do aluguel parece estável, o valor efetivo pode cair com incentivos maiores. Para o empresário Alex Nabuco dos Santos, é nesse detalhe que o mercado se divide, porque a percepção de preço não é só o número anunciado, é o conjunto do acordo.

Layout, tecnologia e bem-estar viraram componentes de precificação
O home office também mudou o que se compra dentro do escritório. A procura cresce por salas de reunião diversas, cabines de foco, áreas colaborativas e ambientes capazes de suportar reuniões híbridas com qualidade. Isso implica infraestrutura de dados, energia, acústica e flexibilidade de planta.
Segundo o especialista Alex Nabuco dos Santos, a consequência é direta: imóveis que acomodam esse redesenho com menor custo de adaptação ficam mais atraentes, logo tendem a sustentar melhor o valor. Já os que exigem obras complexas para “virar híbrido” enfrentam resistência, porque o investimento necessário passa a entrar na conta de negociação.
Localização ganhou nova leitura: tempo de deslocamento e capilaridade
Antes, a lógica era concentrar quase tudo em um endereço de referência. Com o híbrido, cresce a sensibilidade ao tempo de deslocamento e ao acesso multimodal. Isso favorece regiões com conectividade real e, em alguns casos, estimula modelos distribuídos, com espaços menores em pontos estratégicos.
Alex Nabuco dos Santos pontua que a localização não perdeu importância, ela foi reinterpretada. O endereço precisa ser conveniente para um público que vai menos vezes, mas quer chegar com menos atrito. Quando esse requisito não é atendido, o preço tende a sofrer porque o imóvel deixa de competir apenas com outros prédios, passa a competir com o conforto do trabalho remoto.
Avaliação e preço de venda: Renda, risco e expectativa do investidor
O preço de venda de um imóvel corporativo responde à renda esperada e ao risco percebido. Se o mercado entende que a demanda está mais incerta, o investidor passa a exigir retorno maior, o que pode pressionar valores de venda. Por outro lado, ativos com contratos bem estruturados, bons locatários e resiliência de ocupação podem se destacar, porque oferecem previsibilidade em um ambiente de transição.
Também existe o componente de liquidez. Em momentos de dúvida, o capital costuma preferir aquilo que é mais fácil de explicar e de revender. Assim, imóveis com padrão reconhecido, localização forte e boa governança tendem a manter melhor seu “prêmio” de mercado.
O que ficou depois da onda? Escritório como ativo de experiência
O home office não eliminou o escritório, porém redesenhou o que o escritório precisa entregar para justificar preço. Ele deixou de ser um lugar de permanência diária e virou um lugar de encontro bem planejado. Como conclui o empresário Alex Nabuco dos Santos, o preço dos imóveis corporativos passou a recompensar previsibilidade, qualidade e adaptação inteligente, punindo o que depende de concessões permanentes para continuar relevante.
Autor: Kinasta Balder