Com o avanço das tecnologias de modelagem e gestão digital, a construção civil brasileira atravessa a transformação mais profunda de suas práticas de projeto e execução em décadas. Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, CEO da André Guimarães Engenharia e Infraestrutura, acompanha a consolidação do BIM, da gestão por dados e do canteiro conectado como novos padrões operacionais do setor, em um movimento que separa de forma cada vez mais nítida as empresas preparadas para o futuro das que insistem em métodos analógicos de gestão.
A modelagem da informação da construção, conhecida pela sigla BIM, deixou de ser ferramenta de vanguarda para se tornar exigência contratual em obras públicas federais e em projetos privados de grande porte. Elmar Juan Passos Varjão Bomfim reconhece que a adoção plena dessa metodologia altera o ciclo completo do empreendimento: projetos compatibilizados em ambiente tridimensional reduzem drasticamente os conflitos descobertos em obra, e o modelo digital segue útil durante toda a vida operacional do ativo construído.
O fim do projeto em papel e o que isso significa na prática
A transição do projeto bidimensional para o modelo digital integrado representa muito mais do que uma mudança de software. No ambiente BIM, arquitetura, estrutura, instalações e demais disciplinas convivem em um único modelo federado, no qual cada interferência entre sistemas é identificada antes que a obra comece. O retrabalho em campo, historicamente uma das maiores fontes de desperdício do setor, é atacado na origem: no projeto.
Mais do que isso, o modelo digital carrega informação. Cada elemento construtivo passa a ter atributos de custo, prazo, fornecedor e especificação técnica vinculados à sua geometria, o que permite extrair quantitativos precisos, simular cronogramas e planejar logística de suprimentos com confiabilidade inédita. Elmar Juan Passos Varjão Bomfim avalia que as construtoras que dominam esse fluxo de informação operam com margens mais previsíveis e prazos mais confiáveis, vantagens decisivas em um mercado de competição acirrada.

Sensores, drones e o canteiro que produz dados em tempo real
A digitalização não termina no escritório de projetos. O canteiro de obras contemporâneo incorpora drones para levantamento topográfico e acompanhamento de avanço físico, sensores embarcados em estruturas de concreto para monitorar cura e desempenho, e plataformas de gestão que registram cada atividade executada em campo. O gestor passa a decidir com base em dados atualizados, não em relatórios defasados ou impressões subjetivas das equipes.
Essa dinâmica aponta para uma mudança de natureza na própria função gerencial. Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, com a vivência de quem geriu grandes operações no setor, percebe que a tecnologia não substitui o julgamento experiente do gestor: ela o municia. A decisão sobre acelerar uma frente, remanejar equipes ou renegociar um fornecimento continua humana, mas passa a ser tomada com visibilidade completa sobre o que de fato acontece na obra, em vez de depender de informações fragmentadas.
Tecnologia sem gestão é desperdício sofisticado
Há, todavia, uma armadilha nesse movimento de digitalização que merece atenção: a crença de que a ferramenta, por si só, resolve. Empresas que adquirem softwares avançados sem revisar processos, capacitar equipes e integrar fluxos de informação apenas transferem a desorganização do papel para a tela. A tecnologia amplifica a qualidade da gestão existente, para o bem e para o mal.
A trajetória de Elmar Juan Passos Varjão Bomfim no setor da construção pesada sustenta uma convicção que a fronteira digital só reforça: o fundamento de qualquer obra bem-sucedida continua sendo método, disciplina e gente preparada. A André Guimarães Engenharia e Infraestrutura incorpora as ferramentas digitais como meio, nunca como fim, mantendo o foco no que sempre definiu a boa engenharia: entregar o que foi prometido, no prazo combinado, com a qualidade especificada. A tecnologia certa nas mãos de uma gestão madura é o que define o novo padrão de excelência do setor.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez