Vale a pena dar lance para acelerar a contemplação do consórcio? Confira com Tiago Oliva Schietti

Mai Harukawa
Mai Harukawa
5 Min de leitura
Tiago Oliva Schietti

Já de início, o empresário Tiago Oliva Schietti apresenta que o consórcio é uma modalidade de compra planejada que atrai por não cobrar juros, mas que testa a paciência de quem sonha em usar o bem logo. Isto posto, o lance surge como um atalho para essa espera, permitindo antecipar a contemplação sem depender do sorteio mensal.

Entretanto, a decisão de dar lance costuma nascer da ansiedade, e não de um cálculo real sobre o valor disponível. Portanto, antes de comprometer parte da reserva financeira nessa estratégia, é preciso entender como o valor do lance é formado, quais critérios pesam na hora da contemplação e em que situações a antecipação realmente compensa.

Como funciona o lance no consórcio?

O lance é uma oferta em dinheiro que o consorciado apresenta para disputar a contemplação antes da ordem natural do grupo. Tendo isso em vista, existem modalidades como lance livre, em que qualquer valor pode ser ofertado, e lance fixo, definido pela administradora conforme o regulamento. Tiago Oliva Schietti retrata que entender essas diferenças evita ofertas mal calculadas logo no início do planejamento. No final, quem vence recebe a carta de crédito, conforme as regras contratuais estabelecidas desde a adesão ao grupo.

Quando antecipar a contemplação com lance compensa financeiramente?

A resposta depende do custo de oportunidade do dinheiro usado no lance. Se o valor ofertado está parado em uma aplicação de baixo rendimento, usá-lo para acelerar a contemplação pode fazer sentido, especialmente quando o bem é necessário com urgência real e imediata. O erro mais comum é comparar apenas o tempo ganho, sem considerar quanto esse capital renderia caso permanecesse investido até a contemplação natural pelo próprio grupo.

Por outro lado, quando o consorciado ainda não tem uso imediato para o bem, manter o dinheiro rendendo enquanto aguarda o sorteio tende a ser mais vantajoso. De acordo com o empresário Tiago Oliva Schietti, a pressa em ser contemplado nem sempre se traduz em economia real, principalmente em grupos com prazos longos e parcelas ainda distantes do fim. Assim sendo, é recomendado simular os dois caminhos com calma antes de decidir qual estratégia adotar.

Tiago Oliva Schietti
Tiago Oliva Schietti

Quais fatores considerar antes de decidir o valor do lance?

Definir quanto oferecer exige avaliar mais do que o desejo de antecipar a contemplação. Alguns pontos merecem atenção redobrada antes de comprometer parte do orçamento nessa disputa, já que um lance mal dimensionado pode pressionar as finanças nos meses seguintes sem sequer garantir a vitória sobre os demais concorrentes que também disputam a mesma cota do grupo. Entre os principais critérios estão:

  • O rendimento que o valor teria fora do consórcio até a contemplação natural;
  • O percentual de embutido permitido, que reduz o desembolso, mas também o crédito final;
  • A urgência real de uso do bem ou do imóvel pretendido;
  • O impacto do lance no fluxo de caixa e nas parcelas futuras;
  • O histórico de contemplações do grupo, que indica a concorrência esperada.

Reunidos, esses fatores mostram que o valor ideal do lance não é fixo nem genérico. Conforme enfatiza Tiago Oliva Schietti, ele varia conforme o momento financeiro do consorciado e o comportamento do próprio grupo, o que reforça a importância de simular diferentes cenários antes de qualquer oferta ser formalizada junto à administradora.

Lance embutido reduz o risco de comprometer a renda?

O lance embutido utiliza parte do próprio crédito contratado para compor a oferta, dispensando recursos externos imediatos. Essa alternativa preserva a reserva financeira, mas reduz o valor final da carta de crédito recebida. Essa modalidade costuma ser mais segura para quem não tem sobra de caixa, aceitando um crédito proporcionalmente menor ao previsto. Em contrapartida, o lance livre exige capital próprio disponível, mas preserva integralmente o valor da carta contratada, como pontua Tiago Oliva Schietti, empresário.

O cálculo que separa lance vantajoso de decisão impulsiva

Em última análise, dar um lance no consórcio compensa quando o valor ofertado tem baixo custo de oportunidade e existe necessidade concreta de antecipar o uso do bem. Desse modo, transformar ansiedade em planejamento é o que diferencia uma oferta estratégica de uma decisão impulsiva. Simular cenários, comparar rendimentos e entender bem as regras do próprio grupo são passos que tornam essa escolha final mais segura e consciente.

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